O Risco do Vírus Ebola no Brasil

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No início de outubro de 2014, os brasileiros receberam a notícia que haveria uma pessoa no Brasil suspeita de ter contraído o vírus Ebola.

Em 19 de setembro de 2014, um cidadão de 47 anos da nacionalidade do Guiné, Souleymane Bah, chegou ao Brasil, na cidade de Cascavel, no Paraná. E em 08 de outubro sentiu febre e no dia seguinte procurou um posto de saúde onde foi feito o exame clínico e apresentava os sintomas do Ebola, e em seguida o Ministério de Saúde foi acionado e o cidadão foi transferido para a Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz) no Rio de Janeiro, onde ficou internado até que fossem feitos todos os exames e tivesse a certeza se de fato o cidadão da nacionalidade do Guiné esta portando o vírus Ebola ou outra doença, para que depois decidir o que seria feito.

Antes de o paciente ser transferido para o Rio de Janeiro, ele teve contato com 64 pessoas, onde estas estavam sendo monitoradas.

Felizmente, os exames que foram feitos descartam as evidências do vírus Ebola. E o cidadão do Guiné receberá alta assim como as 64 pessoas que tiveram contato com o cidadão do Guiné, o que por hora, aliviou os brasileiros.

O Guiné é um país da África ocidental onde há uma epidemia do vírus Ebola. Até o presente momento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 1350 pessoas infectadas e 778 pessoas já vieram a falecer.

Abaixo segue o quadro resumo do Ebola pelo mundo até 08 de Agosto de 2014 publicado pelo portal UOL:

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O governo Americano, em 12 de Outubro de 2014, informou que uma pessoa contraiu o vírus em solo americano, na cidade de Dallas, no Texas. A contaminação é de uma enfermeira do Hospital Presbiteriano do Texas. O nome da enfermeira não foi divulgado para ser preservada. Ela cuidou de um cidadão liberiano que chegou da Libéria já infectado, aonde este veio a falecer em 08 de outubro de 2014. O contágio da enfermeira se deu por um erro de procedimento ao manusear os equipamentos de segurança, ao retirar o equipamento. A enfermeira está isolada em uma área do hospital. Há indícios que outras pessoas do hospital estejam infectadas.

Há também casos na Espanha de padres e enfermeira que contraíram a doença.

Na África os países que possuem surto da doença são, principalmente, Libéria, Serra Leoa e Guiné, com 8300 pessoas infectadas 4033 mortes.

Mas será que as ações que a Organização Mundial da Saúde propõe em seus protocolos são suficientes para evitar que o vírus Ebola se manifeste para todo o mundo?

Este Blog não é conhecedor de direitos internacionais e dos tratados internacionais que o Brasil tem com outros países, mas algumas ações poderiam ser tomadas de modo a mitigar o surgimento desta doença no Brasil, já que evitá-la seria muito difícil.

No Processo 11.5 – Planejar as Respostas aos Riscos – as respostas precisam ser criativas e nenhuma das respostas podem ser descartas até que sejam validadas a sua aplicabilidade. Lembrando que as respostas levantas podem não ser implementadas devido a acordos internacionais que o Brasil possa ter ou que fira o direito internacional, e por esta razão precisam ser validadas.

Abaixo seguem algumas Respostas aos riscos para adotar a estratégia de mitigação do risco de Ebola no Brasil:

1)      Cancelamento de voos diretos entre o Brasil e os países da África.

2)      Os passageiros que pegarem conexão em outros países onde a sua procedência seja países africanos, deverão passar por uma avaliação clínica nos aeroportos. Passageiros com procedências em países da África deverão fazer avaliação clínica nos principais aeroportos do Brasil.

3)      Nos principais entradas do país, como os aeroportos e portos e entradas terrestre, deverão ser instaladas unidades intensivas para que as pessoas suspeitas já fiquem internadas e não deixar transitar pela cidade e ter contato com outras pessoas.

4)      Capacitar os profissionais de saúde de como lidar com os cidadãos suspeitos de portar o vírus Ebola.

5)      Treinar os profissionais de saúde de como manusear os equipamentos de segurança de modo que não sejam infectados pelo uso inadequados dos equipamentos e infecte outras pessoas.

Como ressaltado anteriormente, as possíveis ações levantadas precisam ser validadas a sua aplicabilidade, já que acordos internacionais entre os países não poderão ser violados exceto em caso de força maior, se for o caso, para um perigo a nação mundial.

Essas medidas evitarão que haja casos de Ebola no Brasil? Claro que não, mas as medidas irão diminuir principalmente o impacto.

As medidas que são seguidas pelo protocolo da OMS são ineficazes no que tange a transmissão de vírus entre os países. O protocolo é o mínimo que deve ser feito, mas insuficiente para mitigar ou eliminar uma epidemia mundial.

E até o momento o governo brasileiro ainda não adotou nenhuma medida além do protocolo da OMS.

Abaixo segue mais detalhes sobre o Ebola, a sua transmissão e seus sintomas.

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Foto de Terno

Autor: Luiz Guilherme Carvalho, MBA, PMP, PMI-RMP, CSM

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