A Copa do Mundo FIFA de 2014 vem aí. E nossos Aeroportos?

Aeroporto

Estamos há 7 meses do início da Copa do Mundo no Brasil, e o que dizer das obras de ampliação dos aeroportos das cidades que irão sediar os jogos? Em reportagem publicada pelo site O Globo de 22/09/2013, dos oito aeroportos administrados pela INFRAERO,  sete estão com o cronograma atrasado, todos com percentual abaixo de 40% de avanço físico. Já os aeroportos entregues a iniciativa privada, estão com o avanço superior a 50% do cronograma físico.

A pergunta que se faz é por que os aeroportos entregues a iniciativa privada estão bem mais adiantadas que os conduzidos pela INFRAERO? É notório que no caso da INFRAERO não há uma gestão eficiente, e também não existe punições como multa por atrasos como ocorre nas empresas privadas que estão com o cronograma bem mais avançado.

Em outubro de 2007, a FIFA anunciou que o Brasil seria sede da Copa do Mundo de 2014, e em maio de 2009 foram escolhidas as cidades sedes da Copa do Mundo. Portanto, desde o anúncio das cidades sedes até o início da Copa do Mundo, haveria um tempo de cinco anos para que fossem entregues os aeroportos. Mas por que há sete meses do evento da Copa estamos em atraso?

A falta de planejamento pode custar caro a uma organização ou a um país que é o caso das obras dos aeroportos. Conduzir um planejamento como manda o figurino é o melhor caminho para se alcançar os objetivos. E a falta dele é o caminho direto sem escalas para o fracasso. Então por que não se investe em planejamento?

 Culturalmente, o brasileiro não gosta de planejar e prefere dar o “jeitinho brasileiro” no momento  que  a coisa aperta. Pode até ser que todos os aeroportos sejam concluídos a tempo da realização da Copa do Mundo, mas a falta de planejamento acarretará em desperdícios financeiros e a imagem do país denegrida no exterior, já que as reportagens da mídia internacional se intensificarão no final do ano de 2013 até a realização da Copa.

Há também que se destacar, que a maioria das empresas estatais não possui um grau elevado em maturidade de Gerenciamento de Projetos, e a INFRAERO não foge desta realidade. O que justifica a falta de planejamento e controle sobre as empresas que ganharam a licitação para realizar as obras.

Considerando que há falhas de planejamento e gestão, o que se esperar de obras em oito aeroportos brasileiros cercados de riscos e incertezas?

Como prever e tratar os riscos se o planejamento é falho e não há controle sobre as empresas subcontratadas? Não se consegue gerenciar aquilo que não se conhece e não se conhece o que não se analisa.

Como tudo na vida, para que sejam alcançados os objetivos, é preciso planejamento. Sem planejamento, não há sucesso. E para que as chances de sucesso sejam maximizadas, análise dos riscos são necessárias e o seu gerenciamento também.

Para acessar a reportagem do site o Globo na íntegra, acesse aqui.

Fan Page: https://www.facebook.com/gerenciandoriscosemprojetos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *