Atlético-PR x Vasco da Gama: Briga de Torcidas e as Lições Aprendidas ignoradas do passado

jogo

No dia 08 de dezembro de 2013, ocorria a última rodada da competição do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A. No final da tarde seriam conhecidos quais clubes iriam participar no ano de 2014 na Copa Sul Americana, quais os times que seriam rebaixados para a Série B e quais estariam disputando a Copa Libertadores.

Os envolvidos diretamente com o rebaixamento e vaga na Copa Libertadores, estavam com os nervos à flor da pele, e não era para menos, já que o ano de 2014 poderia ser completamente diferente para os clubes, jogadores e comissões técnicas.

O Brasil assistiu neste último domingo, 08 de Dezembro de 2013, atos de violência entre torcedores dos clubes Vasco da Gama x Atlético-PR, que estavam lutando para não ser rebaixado e disputando uma vaga na Copa Libertadores de 2014. No estádio não havia um isolamento adequado entre as torcidas e a segurança não era feita pela Polícia Militar e sim por particulares. Há um relato de um membro da Polícia Militar que há um acordo com o Ministério Público que a Policia Militar só faria a segurança fora do estádio e que dentro do estádio seria feito por particulares. Mais tarde o Ministério Público informou que não havia qualquer acordo deste tipo, o que comprova também um problema de comunicação entre as partes.

No ano de 2008 envolvendo rebaixamento, também na última rodada, no jogo entre Coritiba x Fluminense, houve briga de torcida envolvendo jogadores e Policia Militar no estádio do Couto Pereira, em Curitiba. E neste ano de 2013 a torcida do Vasco da Gama em Brasília também se envolveu em briga dentro do estádio com a torcida do Corinthians.

Os fatos ocorridos recentemente no futebol brasileiro poderiam ter servido como Lições Aprendidas para que episódios de selvageria como o ocorrido no jogo entre Atlético-PR x Vasco da Gama, poderia ter sido evitado. Os erros e acertos do passado servem de Lições Aprendidas para que se repita o sucesso e se evite os erros cometidos no passado, mas parece que esta pratica não é exercida entre os envolvidos na organização do campeonato e autoridades do Brasil, e preferem tomar ações reativas ao invés de proativas. Esse ato de violência, com o Brasil sendo sede da Copa do Mundo FIFA de 2014, certamente irá repercutir negativamente no exterior, e o Brasil será alvo mais uma vez de desorganização.

Na ótica do Gerenciamento de Risco, algumas ações poderiam e podem ser tomadas para que novos episódios como este não voltem a ocorrer, principalmente na Copa do Mundo em 2014, onde já é conhecido de todos que a torcida inglesa é muito violenta. Mas na realidade de um Campeonato Nacional como o do Brasil, por que não acabar com torcidas organizadas? Por que não fazer uma blitz ao redor dos estádios para que vândalos sejam detidos antes de se chegar aos estádios? Como esses vândalos conseguem pedaços de pau para agredir outras pessoas? Não houve uma revista antes de entrar no estádio? Se o estádio esta em obra e entulhos possam virar armas, o estádio não pode ser liberado para ter jogos. Por que a maioria dos clubes financiam as torcidas organizadas e distribuem ingressos?

Essas ações de mitigação podem minimizar as chances que brigas nos estádios possam ocorrer.

Como primeiro passo as autoridades poderiam liderar um frente convocando as partes interessadas de modo a rever essas ações mitigatórias, convocando principalmente os clubes, federações e a CBF, que organiza a competição.

A sociedade brasileira espera que esse episódio que mandou quatro pessoas fortemente feridas para o hospital possa servir de Lições Aprendidas para os organizadores da competição do Campeonato Brasileiro e principalmente para nossas autoridades, e que estes possam tomar ações proativas ao invés de ações reativas, de modo que toda a sociedade possa sair ganhando.

Fan Page: https://www.facebook.com/gerenciandoriscosemprojetos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *