Na Vida não estamos livres dos Riscos e precisamos gerenciá-los

Vida - Risco

Desde quando acordamos até a hora de dormir estamos cercados de ameaças ou oportunidades que podem se materializar. Até dormindo estamos sujeito a riscos. Imagine que você esta dormindo e um trem de pouso de avião caia em cima de você, como ocorreu em São Paulo em 1998 quando o trem de pouso de um avião da TAM caiu na cama de uma casa, e por sorte não tinha ninguém na cama.

Experimente elaborar uma lista de riscos que poderiam afetar o seu dia negativamente ou positivamente, e planeje ações que poderá tomar para que as ameaças sejam eliminadas ou mitigadas e ações que façam as oportunidades ter uma probabilidade maior que ocorra e faça com que você possa colher os frutos.

Realizando esse exercício, evitará que surpresas desagradáveis ocorram no seu dia, evitando que tenham prejuízos financeiros, que cheguem atrasados a compromissos ou perca o horário de um voo, etc.

Imagine a seguinte situação: no próximo mês é seu aniversário e irá chamar seus familiares e amigos para um churrasco em um ambiente aberto. Você apenas se preocupou em comprar as carnes, guarnições, bebidas e providenciar os utensílios para o churrasco. E se no dia do evento chover, o que você fará com os seus convidados?

Imagine outra situação: sua namorada gosta muito de acampar e curtir a natureza e o convida para acampar e você aceitou o convite. Você percebe na noite do dia que há muitos mosquitos e vocês não levaram repelentes e para piorar você é alérgico a picadas de mosquitos. O que você faz?

Uma outra situação: no sábado a noite alguns amigos seu o chamam para ir num bar para tomar um cervejinha e você aceita o convite e vai de carro. No retorno para casa você passa pela Blitz da Lei Seca, e você esta sozinho no carro. O que você faz nessa situação?

Perceba que sem realizar uma análise de riscos para prever as situações que podem afetar os objetivos, estará sempre sujeito a surpresas desagradáveis que poderão ou não se materializar.

Na primeira situação caso não chova, não haverá nenhum problema, mas se chover? Neste caso, a resposta a este risco seria fazer um churrasco em uma área coberta como um Playground de um edifício, alugar lonas, etc.

Na segunda situação, como a pessoa é alérgica a picada de mosquito, para eliminar o risco, a pessoa não deveria ir acampar, mesmo usando repelentes que não são 100% eficazes.

Na terceira situação, a pessoa deveria ter optado em ir de taxi como resposta ao risco de ser parado na Blitz da Lei Seca ou levar um amigo que não beba. Ou acionar o motorista amigo que algumas seguradoras de carro possuem.

Não se planejar é não se antecipar as adversidades que enfrentarão durante a fase de execução onde tudo será mais difícil. E se não gerenciar os Riscos, os Riscos irão gerenciar você e a seus projetos.

A não ser que tenha uma bola de cristal, mas gerencie o risco de não quebrá-la.

Um exemplo trágico recente foi à morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão, Santiago Andrade, que estava realizando a cobertura de uma manifestação no Centro do Rio de Janeiro, quando foi atingido por um rojão na cabeça e dias depois veio a falecer. Neste caso, o cinegrafista estava no exercício da profissão, do contrário, a melhor resposta ao risco desta manifestação, seria evitar o local. Este caso faz repensar quais os equipamentos de segurança os profissionais de imprensa deveriam utilizar. E que esse caso sirva de Lições Aprendidas.

As pessoas preferem tomar ações corretivas a tomar uma ação proativa e preventiva. Aquelas que seguem pelo caminho de tomar uma ação corretiva de só tomar uma ação após o problema se materializar pagarão muitas das vezes um preço alto como não atingir um objetivo. Já aquelas que optam por tomar ações proativas e investem em planejamento, tem suas chances maximizadas de atingirem seus objetivos.

Os Riscos fazem parte da vida das pessoas, mas elas precisam gerenciar os riscos, do contrário, os riscos controlarão as suas vidas.

Algumas pessoas precisam estar no ambiente do Risco, como no caso do cinegrafista Santiago Andrade da Rede Bandeirantes de Televisão, que estava fazendo a cobertura de uma manifestação no Centro do Rio de Janeiro. Infelizmente teve um final trágico por ser atingido na cabeça por um rojão, e dias depois veio a falecer. Por ele estar no exercício da profissão, ele estava no ambiente de Risco, do contrário, a melhor resposta ao risco seria evitar o local da manifestação. Esse caso remete a repensar em novos equipamentos de segurança para os profissionais de imprensa, que muitas das vezes não podem evitar um ambiente de risco como o caso de manifestação e ocupação de comunidades dominadas pelo tráfico de drogas pela força policial. Que esse caso não fique em vão e que sirva de lições aprendidas.

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