O Programa Porto Maravilha e os Riscos das Explosões

Porto Maravilha

Desde os primeiros dias de posse do 1º mandato do atual Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, havia o desejo de se revigorar a área Portuária do Rio de Janeiro.  Em Outubro de 2010 foi lançado o Programa Porto Maravilha, com o objetivo de revitalizar toda a zona portuária da cidade, transformando a região em uma área turística e de investimento para grandes empresas. O Programa Porto Maravilha contempla alguns Projetos Especiais, tais como Veículo Leve sobre Trilhos, Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã, Velocidade nas Telecomunicações, Espaço Meu Porto Maravilha e Mobilidade Urbana.

Dentre as iniciativas do Projeto de Mobilidade Urbana, destacamos a Via Binário do Porto que contemplará a construção de túneis que servirá de alternativa ao Elevado da Perimetral, que será demolida.

 

A Via Binário, em um sentido, irá fazer a ligação da Rodoviária da cidade do Rio de Janeiro a uma das principais avenidas da cidade, a Avenida Rio Branco. No outro sentido, o trajeto terá início na Rua Primeiro de Março e vai até às alças de acesso ao Viaduto do Gasômetro. A via terá a extensão de 1,1 Km de extensão, paralelo a Avenida Rodrigues Alves, com três faixas em cada sentido, com várias saídas para distribuição do trânsito.

Para as construções dos túneis estão sendo utilizadas dinamites para abertura dos caminhos para fazer as ligações. Quem trabalha ou está próximo da região na Avenida Rio Branco, perto da Praça Mauá, tem escutado o barulho das explosões. Em alguns prédios comerciais, momentos antes das explosões, os elevadores tem seu funcionamento suspenso. E durante as explosões é percebido estalos no piso do térreo e nos andares superiores é sentido o tremor das explosões.

A pergunta que se faz é, as essas explosões não estão afetando as estruturas de prédios comerciais que possam ficar comprometidas, ao ponto que daqui a alguns anos, prédios comecem a desabar, principalmente os de construções mais antigas?

Os tremores que alguns prédios estão sentindo com as explosões, se comparam a abalos sísmicos, mas de baixa magnitude, de 2 a 3 na Escala Richter, onde os objetos não são balançados, mas se sente os vidros das janelas e chão tremerem. Lembrando que as construções no Rio de Janeiro e no Brasil não são preparadas para suportarem abalos sísmicos.

O Gerenciamento de Riscos nesta situação além ser uma grande ferramenta para aumentar o sucesso do empreendimento dentro do prazo e orçamento planejados, passa a ser uma exigência, uma obrigação, pois vidas humanas estão em jogo.

É esperado que a Gestão do Programa Porto Maravilha tenha feito uma ação de mitigação de Risco, com a consulta e envolvimento dos Stakeholders, podemos citar especialistas em Explosivos, representantes da Construção Civil, CREA-RJ, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Governo Federal, dentre outros. Além de fazer uma pesquisa prévia do tipo do terreno que sofrerão impactos com a explosão.
Fica o alerta dos impactos que podem vir a surgir a longo prazo nas edificações do Centro do Rio de Janeiro, e é esperado que a Gestão do Programa Porto Maravilha em conjunto com a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro tenha conduzido o Planejamento de Gerenciamento de Riscos, de modo que não tenhamos notícias no futuro de prédios desmoronando ou sendo interditados pela Defesa Civil por conta dessas explosões.

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