Planejamento não se resume apenas a um Cronograma

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A disseminação do Gerenciamento de Projetos no Brasil e no mundo cresceu bastante nos últimos anos. Basta analisar o número de cursos de Pós Graduação que foram criados e o crescimento de profissionais certificados em Gerenciamento de Projetos.

Todavia, se há um número elevado de profissionais gabaritados em Gerenciamento de Projetos, por que a maioria dos projetos falha no que é relativo a cumprimento de prazos e os orçamentos são estourados? Uma das principais causas é que grande parte das empresas designam seus Gerentes de Projetos não lhes dando o tempo necessário para ser feito o Planejamento. Nestes casos, o Planejamento é resumido a um Cronograma e as estimativas são “chutadas” sem o cuidado de, ao menos, consultar as pessoas que executarão as atividades.

O Planejamento de qualquer atividade, se existir o desejo de alcançar os objetivos almejados, deverá ser gerenciado. Se este for bem feito, o voo a ser percorrido será mais tranquilo e o Gerenciamento de Risco o menos turbulento possível, já que conseguirá prever possíveis áreas de tempestades, podendo traçar um caminho mais suave, culminando com o objetivo do Projeto.

Em contrapartida, sendo o Planejamento apenas um cronograma, como será possível prever e tratar as “turbulências” que ocorrerão? Infelizmente isto não será possível. Neste caso o Gerente de Projetos passará a ter a função de Bombeiro, apagando incêndios do início ao fim do Projeto, o que resultará em prazos e orçamentos estourados.

Se o leitor deste Blog fizer uma pesquisa, constatará que os Projetos que conseguem atingir seus objetivos dentro do prazo e orçamento, tiveram um Planejamento detalhado e foi considerado o Gerenciamento de Riscos.

Um exemplo de Projeto em que há um Planejamento detalhado com Processo de Gerenciamento de Riscos é o lançamento do Ônibus Espacial, pela NASA. Por tratar-se de um investimento muito grande se o Gerenciamento de Riscos não fosse implementado, haveria muito desperdício financeiro e talvez o Projeto fosse cancelado. Isto sem cogitar o Risco de perdas de vidas humanas, o que torna ainda mais importante a aplicação da Análise de Riscos. A NASA possui um Handbook de tratamento de Riscos aberto ao público que pode ser consultado por todos.

 

Mas existem também Mega Projetos em que o Planejamento não é tão bem feito e o Gerenciamento de Riscos não é aplicado. Um exemplo é o Projeto dos Estádios dos jogos da Copa do Mundo de 2014 a ser realizado no Brasil. Quantos bilhões foram gastos e quanto  mais foi perdido pela falta de Planejamento detalhado e de Gerenciamento de Riscos? Outro exemplo deste tipo de erro foi a Jornada Mundial da Juventude, na qual o mundo assistiu a falta de Planejamento em relação a Segurança do Papa, deixando-o exposto a riscos. Também pode ser citado o caso que teve maior repercussão, como o que ocorreu no Campo da Fé, em Guaratiba, cujo terreno não era apropriado para o evento, sendo o Gerenciamento de Riscos deixado de lado, provocando desperdício de recursos tanto do Governo quanto da Igreja Católica.

Ressalte-se ainda que muitas pessoas se sentem intimidadas com o Gerenciamento de Riscos, pois este envolve uma parte de estatística durante a Análise Quantitativa. Porém, no mercado existem softwares que fazem as simulações necessárias, bastando apenas o usuário saber manuseá-los. Também é possível realizar o Gerenciamento de Riscos sem a utilização de estatística, bastando seguir os processos existentes, desde o Planejamento até o controle dos Riscos. E como todo o projeto é conduzido, gerenciado e tem impacto em pessoas, todos aqueles Stakeholders deverão ser não só envolvidos, mas também comprometidos com o Planejamento de um Projeto como um todo.

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